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Região Metropolitana de Curitiba pode ter lockdown se contágio não desacelerar com restrições, diz associação

segunda, 29 de junho de 2020

Os municípios da Região Metropolitana de Curitiba podem entrar em lockdown se as medidas de restrição em vigência não surtirem efeito para desacelerar o contágio pelo novo coronavírus, afirmou o presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), Márcio Wozniak.

"É importante todos nós nos conscientizarmos agora para que o frio que chegou não seja um aliado do coronavírus, para evitar o lockdown que pode acontecer, sim, se as medidas não surtirem efeito", afirmou ele, que também é prefeito de Fazenda Rio Grande.

Na terça-feira (23), a maior parte dos municípios da região publicou decretos que restringem atividades e impõem limites nos horários de funcionamento do comércio.

A maior parte das medidas foram adotadas em conjunto e valem por 14 dias, até o dia 7 de julho.

Segundo o presidente da associação, uma reunião será realizada na segunda-feira (29) entre os prefeitos da região metropolitana e o Governo do Paraná para avaliar os resultados e, se necessário, propor ajustes.

Alerta

 

O presidente da Assomec alerta que se a medida de fechamento total for adotada, ela deve durar pelo menos duas semanas.

"Um protocolo de lockdown não é de um dia, dois dias, é de praticamente 14 dias", afirmou.

 

Curitiba

 

Na capital do estado, a prefeitura adotou um sistema de bandeiras. Desde o dia 15 de junho, a cidade está com o alerta médio, que é a bandeira laranja. Neste caso, igrejas, academias, praças e bares ficam fechados.

Lojas, shoppings e restaurantes podem funcionar, mas com horário limitado.

Curitiba triplicou o número de casos confirmados do novo coronavírus em menos de um mês, e a secretária de Saúde do município, Márcia Huçulak, afirmou que o "colapso do sistema estava no horizonte", caso as pessoas não levassem as medidas de restrição a sério.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana